Transferências

Boehly e Walter avaliam vender fatias do Chelsea à Clearlake

The Guardian

Todd Boehly, presidente do conselho do Chelsea, e Mark Walter, diretor do clube, consideram vender suas ações à Clearlake Capital, atual controladora majoritária, segundo o Guardian. O negócio daria à empresa de private equity o controle completo de Stamford Bridge.

A Clearlake já tem mais de 60% do Chelsea, mas, em um acordo incomum firmado na compra do clube de Roman Abramovich, há quatro anos, divide o controle operacional com um consórcio liderado por Boehly. Boehly, Walter e Hansjörg Wyss têm cerca de 13% cada. Juntos, os três controlam 38% por meio da Blueco 22 Holdings. Os dois grupos estão em impasse há quase dois anos, desde que surgiram os primeiros relatos de que buscavam comprar a parte um do outro após divergências de estratégia, principalmente sobre o novo estádio.

As conversas foram retomadas nas últimas semanas, como o Financial Times noticiou primeiro, e o negócio avaliaria o clube em mais de £5 bilhões (cerca de R$ 37,5 bilhões). De acordo com o Guardian, Walter procura levantar dinheiro para pagar seguradoras depois que o Departamento de Justiça dos EUA abriu investigação sobre US$ 21 bilhões (cerca de R$ 113,4 bilhões) em empréstimos que, segundo a acusação, não foram informados a reguladores estaduais de seguros. Na semana passada, Walter vendeu o Los Angeles Lakers a Josh Kushner e Bob Iger por US$ 12,5 bilhões (cerca de R$ 67,5 bilhões), um ano depois de comprar a franquia da NBA por US$ 10 bilhões (cerca de R$ 54 bilhões). O caso gerou especulação de que ele também possa deixar o Chelsea.

Pelos termos da compra por £2,5 bilhões (cerca de R$ 18,75 bilhões), nenhum acionista pode vender a um terceiro sem o consentimento dos sócios, o que torna improvável uma venda externa, segundo o jornal. Boehly e Walter, por sua vez, vão exigir um ágio significativo sobre os £325 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões) que pagaram por suas ações. Com a venda, a Clearlake ficaria com mais de 86% do clube e com o comando do projeto do novo estádio, que quer construir em Stamford Bridge. Boehly deveria deixar a presidência do conselho no fim da temporada, com um representante da Clearlake assumindo o cargo por cinco anos. O Guardian observa que, neste verão, o Chelsea voltou à estratégia original de Boehly ao contratar jogadores experientes como o atacante Danny Welbeck e o meio-campista Jordan Henderson.

O material não esclarece se Hansjörg Wyss, o terceiro sócio da Blueco 22 Holdings, também está disposto a vender.

Guia rápido

  • Clearlake Capital — Empresa de private equity (fundo de investimentos) que já detém mais de 60% do Chelsea.
  • Todd Boehly — Presidente do conselho do Chelsea, à frente do consórcio que comprou o clube de Roman Abramovich há quatro anos.
  • Mark Walter — Diretor do Chelsea e sócio de Boehly, com cerca de 13% do clube.
  • Consentimento dos sócios — Pelo acordo da compra, nenhum acionista do Chelsea pode vender sua parte a um terceiro sem a aprovação dos demais.

Fonte: The Guardian