Os £2,5 bilhões (cerca de R$ 18,8 bilhões) da venda do Chelsea continuam parados em uma conta do Barclays desde maio de 2022, segundo carta publicada no The Guardian pelo Save the Children UK.
A carta é assinada por George Graham, diretor-executivo de impacto global do Save the Children UK. Segundo o texto, o valor foi originalmente prometido para ajudar vítimas da guerra na Ucrânia, onde quer que estejam, mas segue sem uso há mais de quatro anos, rendendo juros enquanto vítimas de conflitos ficam sem apoio.
A carta afirma que a licença concedida pelo governo britânico em dezembro impôs condições geográficas que Roman Abramovich não aceitou. A proposta defendida pelos autores é uma licença mais ampla, que permita usar o dinheiro em causas humanitárias além da Ucrânia. O texto diz ainda que apenas a liberação dos juros acumulados já abriria recursos consideráveis.
O documento cita o secretário de Relações Exteriores, Ed Miliband, como alguém capaz de conseguir a liberação. "Sabemos que o secretário de Relações Exteriores está empenhado em fazer as coisas acontecerem", afirma a carta.
A liberação do dinheiro depende de uma nova licença do governo britânico, segundo a carta.
Guia rápido
- Chelsea — Clube da Premier League; o dinheiro da venda do clube é o que está retido no banco desde 2022.
- Roman Abramovich — Empresário russo que era dono do Chelsea; segundo a carta, não aceitou as condições geográficas da licença de dezembro.
- Save the Children UK — ONG britânica autora da carta publicada no The Guardian.
- Licença do governo britânico — Autorização necessária para liberar os recursos do fundo; a de dezembro impôs condições geográficas rejeitadas por Abramovich.
- Barclays — Banco britânico onde os £2,5 bilhões estão depositados desde maio de 2022.
Fonte: The Guardian