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United: torcida vê revivência de Carrick como previsível e alfineta mídia

Imprensa internacional

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O Athletic publicou uma análise perguntando o que mudou no Manchester United 'revivido' por Michael Carrick na temporada passada. A torcida respondeu na mesma moeda: para boa parte dela, a mídia só está percebendo agora o que os números já indicavam.

O ponto de partida é uma pergunta simples: o que mudou no United desde a arrancada sob Michael Carrick na temporada passada? A resposta que domina as reações não é sobre esquema ou elenco, e sim sobre a imprensa esportiva. Torcedores acusam veículos como o Athletic de terem empilhado matérias elogiosas na época porque o enredo de time renascido rendia cliques — e de agora virarem a chave quando o time volta a cair.

O argumento mais repetido é o dos números. Um torcedor lembra que uma média móvel de 10 jogos de xG-xGA e de PPDA já mostraria o problema, e aponta que o pressing atual é ruim perto do de Amorim e que a criação de chances diminuiu. Outro acrescenta que os resultados foram mascarados por gols de escanteio de Casemiro em minutos finais — para esses torcedores, a 'revivência' era mais fumaça do que base.

Há também quem divida a culpa. Uma linha diz que foi apenas o clássico embalo de troca de técnico, com jogadores acusados de render só quando não há pressão e de voltar ao normal quando a expectativa sobe. Outra parte as críticas em cima do próprio Carrick, tratado como alguém sem cacife tático para armar um time que pressione e crie padrões de jogo. E tem quem lembre que os Glazers seguem por lá.

Sobra, ainda, o alvo preferido: a qualidade do jornalismo. O Athletic é descrito como tendo 'verniz' de seriedade, mas produzindo o mesmo tipo de conteúdo que os tabloides, só com aparência mais limpa. Um comentarista que diz trabalhar como jornalista resume: organizações 'sérias' despejam muito material mediano para bancar o que é de destaque.

Voz da torcida

  • “Odeio como a mídia trata tudo isso como se ninguém tivesse previsto. Só olhar as métricas e o jogo mostraria que aquela sequência não era sustentável.”
  • “Dez jogos de média de xG-xGA e PPDA já bastavam: nosso pressing é horrível perto do de Amorim, a criação de chances caiu e o resultado vinha de gol de escanteio do Casemiro no fim.”
  • “A tabela nunca mente, né? O Newcastle de Pardew que o diga.”
  • “Foi embalo de troca de técnico. Esses jogadores do United jogam muito quando não tem pressão; quando a expectativa volta, eles voltam ao normal.”
  • “Os jogadores têm culpa, mas era claro como o dia que o Carrick não tinha cacife tático para treinar time na PL. Chamaram de 'dar liberdade' o que era falta de ideia.”

Para boa parte da torcida, os Glazers continuam lá.

Guia rápido

  • xG-xGA — diferença entre gols esperados criados e sofridos; mede o saldo de qualidade de chances de um time
  • PPDA — passes permitidos ao adversário por ação defensiva; quanto menor, mais intenso e adiantado é o pressing
  • efeito novo técnico — a alta de rendimento que costuma acompanhar a troca de treinador e que, segundo os torcedores, explica a arrancada
  • The Athletic — veículo de jornalismo esportivo citado no material, tido pelos torcedores como mais sério que a média
  • Glazers — família dona do Manchester United, citada nas reações como problema que segue sem solução

A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/soccer. Fonte: tópico original (Reddit)