Bastidores

Everton: Friedkin Group admite vender o controle total do clube

Jornalista de referência

O Everton pode trocar de dono: o The Friedkin Group está aberto a vender o controle total do clube, segundo o jornalista David Ornstein. Entre os torcedores, a reação foi menos de choque e mais de "já estava na cara".

O jornalista David Ornstein noticiou que o The Friedkin Group, dono americano do Everton, aceita negociar o controle total da equipe. A informação dá sequência ao que o The Athletic já havia publicado em setembro: o clube procurava investimento novo, e a ideia inicial era vender apenas uma fatia minoritária a parceiros estratégicos. Agora, a venda da participação majoritária também está na mesa.

Não se trata de desespero, segundo os bastidores: o Friedkin Group, sediado em Houston, só passa o comando se estiver convencido de que o comprador é o nome certo para levar o Everton ao próximo nível — e não vê problema em segurar e bancar o clube até esse nome aparecer. Com menos de dois anos de gestão, o grupo diz ter orgulho de ter estabilizado o clube e de tê-lo deixado numa posição atraente para um comprador, o que não era o caso quando assumiu.

Na discussão, a leitura predominante é de que o grupo comprou um ativo em crise, com estádio novo, e agora mira a revenda. Um torcedor compara a operação a comprar um Vauxhall Corsa velho: dá um polimento, troca as calotas e põe na rua. Outro lembra que clube de futebol na Inglaterra funciona como imóvel — o lucro não vem da operação do dia a dia, mas da valorização do ativo, e o Friedkin sairia com um bom ganho.

A conversa rapidamente escorregou para o cardápio de donos. Há quem tema que o Everton enfrente o mesmo teto do Newcastle: dono rico não resolve muito se a torcida é majoritariamente local e sobra pouco espaço para gastar. Outros pedem que Premier League e FA fechem de vez a porta para donos estatais. E tem quem resuma o cenário apontando que, com as regras financeiras atuais, quem compra não leva um clube, mas uma vaga numa liga cujo limite de gastos faria o valor dos próprios clubes subir.

Voz da torcida

  • “A coisa menos surpreendente do ano. Todo mundo já tinha visto isso depois da janela de verão: pegaram um ativo em crise, com estádio novo, por pouco, e agora querem revender com lucro.”
  • “Foi tipo comprar um Corsa velho: passa o polimento, troca as calotas e manda embora.”
  • “Clube de futebol aqui é igual imóvel. Você não lucra no dia a dia, lucra na valorização. O Friedkin vai sair no lucro.”
  • “O Everton vai ter o mesmo problema do Newcastle: pode ter dono rico, mas se a torcida é basicamente local, não sobra espaço para gastar.”
  • “Desde que essas regras entraram, não para de ter venda de clube. Você não está comprando um time, está comprando uma vaga na liga.”

Por ora, o grupo de Houston segue no comando e sem pressa: só vende o controle quando — e se — aparecer o dono que considera certo para o próximo passo.

Guia rápido

  • The Friedkin Group — grupo americano sediado em Houston, atual dono do Everton e no comando do clube há menos de dois anos
  • David Ornstein — jornalista britânico conhecido por antecipar notícias de bastidores e transferências do futebol inglês
  • The Athletic — veículo esportivo que noticiou em setembro a busca do Everton por investimento novo
  • Participação majoritária — fatia de controle do clube; vendê-la significa trocar o dono, não apenas atrair um sócio minoritário
  • Everton — clube tradicional de Liverpool, na Inglaterra

A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/soccer. Fonte: tópico original (Reddit)