Transferências

Chelsea gasta £300m em ex-City para cobrir buraco na sua aca

Imprensa internacional

Enquanto vende seus talentos revelados, o Chelsea desembolsou quase £300 milhões desde 2023 para comprar seis jogadores que passaram pela academia do Manchester City — quantia duas vezes maior do que os três da própria casa que promete aos torcedores para 2026-27.

O levantamento circula no X/Twitter via Nizaar Kinsella, jornalista de cobertura do Chelsea conhecido por investigações sobre a estrutura do clube. Os nomes: Cole Palmer (extremo), Enzo Fernández (que veio antes), Moises Lavia (volante), Jadon Sancho (cedido), Omari Gittens (ponta) e Tosin Adarabioyo (zagueiro). Todos tiveram passagem pela academia do City antes de serem contratados pelo Chelsea em valores vultuosos — Palmer, por exemplo, custou £42 milhões (cerca de R$ 315 milhões) quando nem era titular no time inglês.

O incômodo da torcida está em outra parte: muitos desses não são realmente 'produtos de academia' do City no sentido tradicional. Morgan Rogers, por exemplo, estreou como profissional no West Brom; Rodgers também começou carreira lá. Lavia e Delap foram contratados pelo City entre 15 e 16 anos de outras equipes. A crítica é que o Chelsea está pagando premium pela 'marca City' e por jogadores desenvolvidos em outros lugares, enquanto sua própria base de formação apodrece.

Enquanto isso, apenas Colwill, James e Acheampong parecem seguros no elenco sênior do Chelsea para 2026-27 vindos de sua academia — quase uma admissão de que o projeto de formação internamente está à deriva. É a inversão da filosofia do City: não gastar £300 milhões em talentos, mas criá-los.

Voz da torcida

  • “"Então a estratégia do Chelsea é vender seus talentos de academia para poder pagar pelos do City?" — resume a ironia do investimento”
  • “"Ninguém discute contratar aos 15-18 anos, mas chamar o Rogers de 'produto da academia do City' é piração mesmo, o cara fez carreira no West Brom primeiro"”
  • “"Esse documentário do Joe Shields (técnico de desenvolvimento do City) vai ser INCRÍVEL quando sair daqui a 20 anos" — referência ao quanto a máquina do City alimenta outras equipes”
  • “"Costuma picar quando chamam de produtos da academia. O Chelsea jogou dinheiro em adolescentes para outras equipes poderem desenvolvê-los"”
  • “"Nizaar é mais fofoqueiro do que jornalista mesmo, essa de 'rage bait' pega"”

Guia rápido

  • Cole Palmer — extremo/ponta do Chelsea; saiu da academia do City por £42 milhões em 2024; garantidor de criatividade na frente
  • Nizaar Kinsella — jornalista especializado em cobertura do Chelsea; conhecido por análises sobre estrutura interna e transferências do clube
  • Joe Shields — chefe de desenvolvimento de talentos do Manchester City; responsável pela máquina de formação que alimenta outras equipes
  • Academy vs. contratação — debate sobre quem realmente é 'produto de academia' — se jogador treinou lá aos 7 anos mas estreou profissional em outro clube, é de quem?
  • Morgan Rogers — ponta recém-contratado do Chelsea vindo do Aston Villa; exemplo citado de jogador que não é realmente 'produto City', apesar de ter passado lá

A questão que fica: o Chelsea consegue reverter essa hémorragia de talento formado internamente, ou continua remendando o elenco com resgates caros de outras academias?

A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/soccer. Fonte: tópico original (Reddit)